 |
| Foto do Google Maps. |
Ruas e Suas Histórias.Fonte: (Extraído do Livro São José das Mangabeiras de João Gonçalves de Lemos).
A história das ruas resume-se no perfil reduzido daquelas pessoas homenageadas e, desde já, minhas desculpas se não correspondo à expectativa das famílias das mesmas. É que tive dificuldades em obter maiores informações sobre as mesmas e, então, realizei o que me foi possível. São pessoas que, durante suas vidas, prestaram algum tipo de serviço à comunidade, tornaram-se credoras do reconhecimento do povo e, assim, as autoridades devidamente constituídas realizaram esse desejo popular. Nem sempre é assim, sendo prática corrente em que o povo não é ouvido. Existe um princípio fundamental, estabelecido na Constituição Federal, de que "todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos da Constituição" (art. 1°, Parágrafo único). A gente simples do lugar nem sempre interpreta, por exemplo, a retórica do termo constitucional "emana". Nem sempre compreende esse conceito. A escolha de nomes a serem homenageados, à revelia do povo, significa que o representante desse mesmo povo nem sempre cumpre adequadamente o mandato. Quanto ao termo "emana", poderia ser substituído por "pertence", um verbo mais "positivo, incisivo e categórico" (Caldas, 1989, p. 26), mas em nada resolveria se não houver consciência da participação popular. O que observei na mudança toponímica de São José para Mangabeira foi um comportamento de absoluta inação. Observa-se o silêncio da comunidade que parece anuir às decisões impostas pela autoridade. Contudo, essa minha opinião não questiona ou põe dúvida na escolha dos homenageados, pois, na pior das hipóteses, foram cidadãos que ali viveram e, de algum modo, solidarizaram-se com alguns dos objetivos da comunidade "amargosa". As vias públicas em São José, pelo tamanho da Vila, são poucas. Ao mencionar o nome da via pública (praça, avenida ou rua) será feita uma pequena biografia da pessoa homenageada. É preciso que se diga que essas vias públicas, algumas, foram rebatizadas e alguns de seus nomes antigos lembrados pela população. Quero citar apenas duas ruas que, no passado, o povo as batizou "Rua da Aguada" e "Rua do Emboque". A primeira, por onde era trazida a água da Cacimba da Pedra que abastecia a Vila; quanto à Rua do Emboque não sei o motivo para receber tal denominação.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA CÂNDIDO SALVADOR DIAS - Candinho da Barra, como era conhecido, por ser proprietário do Sítio Barra que se situa nos arredores da Vila, era homem correto, como eram os homens de sua época. Era casado com Maria José de Lima, Mariinha, e viveu para a sua família. Candinho da Barra e Mariinha formavam um dos casais pioneiros a levarem os filhos a estudar fora da Vila, no caso Mundico, Padre Raimundo Nonato Dias, que se ordenou em 1940. Candinho era zeloso com sua propriedade, cuja produção, boa parte dela destinava-se ao abastecimento da comunidade. Sem dúvida, Candinho contribuiu para o progresso da terra.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA JOSÉ RAIMUNDO MANGUEIRA - Ele era um dos filhos de Raimundo de Souza Mangueira, o conhecido Velho Mangueira. José Raimundo foi pioneiro, com seu irmão Pedro de Souza Mangueira, na construção de casas, em alvenaria. Foi a partir dessas casas que nasceu a primeira via pública do povoamento São José, Avenida São Sebastião. E construiu o primeiro prédio destinado à loja de tecidos em 1903. Ele é bisneto do casal fundador da Vila e primo materno de meu pai.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA PADRE LUIZ ANTÔNIO - Padre Luiz Antônio dos Santos nasceu no Baixio Verde. Era filho de Antônio Luiz dos Santos e de Izabel de Almeida Torres. Estudou no Seminário São José do Crato e, depois, no Seminário da Prainha, em Fortaleza, ordenando-se em 1948. Era uma pessoa alegre e bondosa, sempre disposto a conversar com a gente. Era contador de histórias (ou causos) e engraçadas que faziam rir e sempre história que edificavam. Um detalhe bem caro à Família Lemos, pois Padre Luiz, em certo momento, frequentou a Escola de Mestre Paulo Moreira Mello no Engenho Lages. Muita gente desconhece o sacrifício que um jovem são-joseense realizava para estudar. Padre Luiz, com grande esforço, saía de Baixio Verde até Lages, cerca de quatro quilômetros, para estudar e foi o Mestre Paulo que o preparou ao exame do Seminário São José de Crato.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA MANOEL CESÁRIO - Nome completo Manoel Cesário de Oliveira. Era filho de Vicente Bernardo de Oliveira (1° desse nome, sendo o outro Vicente, seu irmão, casado com Tina) e de Antônia (Toinha), primeira esposa de Manoel Duarte de Souza, sendo Manoel Cesário seu enteado. Ele foi um dos oficiais do Cartório do Registro Civil da Vila São José. Nessa função prestou bons serviços ao povo. Dizem dele que, ao fazer um registro de nascimento, tinha a preocupação de não o fazer com "quatro nomes" pois tal registro assim, só para "ladrão de cavalo". Os declarantes e as pessoas nada reclamavam desse seu preconceito. Não sei se é verdadeiro, mas constato em alguns de meus irmãos, por terem prenomes compostos - Raimundo Thomaz, José Thomaz, Raimundo Nonato, Francisco das Chagas - que eles carregam o prenome, acrescido apenas do sobrenome de Lemos e não os de Gouveia de Veras, Gonçalves ou Mendonça Salles, sobrenomes maternos.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA MUNDOCA CÂNDIDO - Raimundo Cândido de Lima era um escritor que jamais escreveu uma linha e ficou na história como o autor do romance "A Filha da Lavadeira", que jamais escreveu. Bem que esse romance poderia ter tido o suporte de um livro, mas faltou alguém que o ajudasse na composição, como foi o caso do quase best-seller "Quarto de Despejo": diário de uma favelada do Canindé, São Paulo, Carolina Maria de Jesus, livro realizado pelo repórter Audálio Dantas. Mundoca do Sapé, Cícero de Oliveira Lemos e José Thomaz de Lemos, Zuza, na minha avaliação, foram os três maiores contadores de histórias (ou causos) da Vila de todos os tempos. Ele era filho de José Cândido de Lima e Maria do Carmo Lima (conhecida por Carminha ou Mãe Vita). Mãe Vita, prima de meu pai e irmã adotiva.
| RUA DOQUINHA LEMOS - Raimundo Thomaz de Lemos, Mundoca ou Doquinha (21.08.1894 - falecido em 1964), natural do Engenho Lages, São |
José, hoje Mangabeira, Lavras da Mangabeira (CE), casado com Glória Gonçalves Sobreira, natural da Timbaúba, Arrojado Lisboa (antes Palhano), Lavras da Mangabeira (CE), filha de Manuel Gonçalves Sobreira (ou Souza) e de Maria Glória das Virgens
Mendonça Salles. Enviuvou e casou-se com Maria Vieira da Costa (Cotinha), filha Antônio Vieira da Costa e Tereza Maria de Jesus.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA CEL.PEDRO DE SOUZA MANGUEIRA - Pedro, com o seu irmão José Raimundo, foi um dos primeiros a construir prédios em alvenaria na Vila. Era político, mas seu filho Raimundo de Souza Mangueira (Derinha) foi quem melhor desenvolveu essa herança política que vem de antepassados, o Major Pedro Vieira Mangueira era avô de Pedro e bisavô de Derinha, também meu bisavô, o coronel Francisco de Sales Lima era bisavô de Pedro e, também, de meu pai, Pedro era um dos filhos do Velho Mangueira.
RUA JOCA CÂNDIDO - João Cândido de Lima, conhecido pela alcunha de Joca, era filho de Manoel Cândido da Várzea das Pimentas e de sua mulher Quininha Guedes da Silva. Foi vereador do distrito á Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira, período 1967/1971. A minha família mantinha boas relações com a família de João Cândido, inclusive, por laços familiares, pois, minha irmã Maria Vitalina de Lemos era casada com João Guedes da Silva, irmão de Quininha. É incrível que, num lugar tão pequeno, reduzido movimento de veículos, João Joca tenha sido acidentado no trânsito e que teve morte em virtude desse acidente.
 |
| Foto de Cicero Lhyma. |
RUA CEL. MANOEL DUARTE - Manoel Duarte de Souza, filho de Raimundo Duarte de Souza e Joana Gonçalves, ela irmã de meu avô materno, Manoel Gonçalves Sobreira (ou de Souza); era político filiado à UDN - União Democrática Nacional -, líder local e gozava de grande prestígio junto aos Távora, estes se projetaram a partir da revolução de 1930. Era rico comerciante e, juntamente com Cícero de Oliveira Lemos, chefe do PSD - Partido Social Democrático, outro político equilibrado, ambos realizaram a grande obra que foi a paz entre as famílias da Vila. Os conflitos eram infinitamente reduzidos, comparados com os da vida moderna. Trineto do fundador de São José, sua mãe - Joana Gonçalves - era da Timbaúba, Palhano, hoje Arrojado Lisboa, e, como disse, era irmã de meu avô materno.
Foto de Cicero Lhyma.
RUA OTÁVIO VIEIRA - Seu nome completo Otávio Alexandre Vieira. É costume dizer-se que ele foi o primeiro oficial do Cartório de Registro Civil, instituído em 1904. O primeiro livro para o registro de pessoas naturais, porém, foi aberto em 1911 por Manoel Gonçalves Sobreira (ou Souza), meu avô materno. Otávio também exerceu a função de delegado de polícia local. Era um dos descendentes do casal tronco e também da família Souza Mangueira, neto que era de José de Souza Mangueira (Zuca) e Venância Vieira (Mãe Velha), ele irmão de minha avó paterna, Maria Madalena do Rosário, Dondonzinha.
RUA CÍCERO LEMOS - Cícero de Oliveira Lemos era filho de Pedro de Oliveira Lemos e Antônia Tereza de Lemos, ele da então Fazenda Cedro e ela de Belém, Estado do Pará. Eram primos entre si. Entre seus nove filhos e três filhas do casal, Cícero Lemos destacou-se como político e exerceu a vereança em Lavras da Mangabeira, por várias legislaturas, 1936/1940, 1951/1955, 1959/1963. Casou-se com Vicência Augusto Mota de Lemos, pertencente à ilustre família Augusto que tinha como referência familiar, a matriarca Fideralina Augusto Lima. Cícero era chefe do Partido Social Democrático local (PSD) que, juntamente com Manoel Duarte de Souza, chefe político da UDN - União Democrática
Nacional, prestaram especial serviço à comunidade. Eles foram responsáveis por um período de harmonia entre os filhos da terra, pois exerceram o poder político sem trauma ou, pelo menos, com reduzidos atritos no seio do povo. Cícero pertence à Família Lemos, ramo de Cedro. São seus herdeiros políticos Alfredo Gonçalves de Lemos, meu irmão e seu primo e genro, sua neta Ana Izabel Gonçalves de Lemos Neta, filha de Alfredo e Cleide, Presidente do Legislativo Lavrense, em 2007, e a sobrinha Penha Pereira de Lemos. Na esquina dessa rua com a Avenida São Sebastião, hoje terreno baldio, não sei se ainda abandonado, residiu Dondonzinha, minha avó paterna e de Cícero Lemos. Nosso avô, Joaquim Gonçalves de Lemos, havia falecido, em 06 de fevereiro de 1895 e ela veio da então Fazenda Cedro ficar com os três filhos: Joaquim Filho, Pedro e Thomaz, meu pai, mas, depois, ficou morando com meu pai na Fazenda Lages.
RUA ZUZA LEMOS - José Thomaz de Lemos, meu irmão por parte de pai. Um exímio prosador. Ele, Cícero de Lemos e Mundoca do Sapé constituíam o trio mais alegre de São José. O pé de Ficus Benjamina, em frente a sua residência, na rua Cel. Joaquim Gonçalves, espécie de "Sala de Visita" de São José tinha frequência garantida sempre. Ele quase não repetia suas anedotas e causos que contava para as pessoas sempre ávidas pela sua rica
prosa. A sua filha escritora, Luzinete de Lemos Galindo, precisa escrever o livro que reúna a sua contribuição à cultura de São José.
AVENIDA SÃO SEBASTIÃO - É a principal via pública da Vila e presta justa homenagem ao Padroeiro do lugar que, em tempos idos, debelou doença, que dizimou cerca de 60% da população. Sua existência dá-se depois da construção de casas de alvenaria realizada pelos irmãos José Raimundo e Pedro de Souza Mangueira. É uma homenagem merecida ao mártir São Sebastião e nosso querido Padroeiro.
RUA CEL. THOMAZ DE LEMOS - Trata-se de meu estimadíssimo pai, Thomaz Gonçalves de Lemos, nascido na então Fazenda Cedro de seu avô paterno, Patriarca José Alexandre de Lemos, aos 21 dias do mês de agosto de 1869; era filho de Joaquim Gonçalves de Lemos e Maria Madalena do Rosário Mangueira (Dondonzinha); Thomaz de Lemos chegou a São José em 1892 e ali já encontrou seus dois irmãos, Pedro de Oliveira Lemos e Joaquim Gonçalves de Lemos Filho; Thomaz de Lemos contraiu casamento com Vicência Gouveia de Veras, pertencente à família oriunda do Crato; enviuvando, casou-se com Maria Gonçalves Sobreira e, novamente viúvo, casou-se com a irmã desta, Anna Izabel Gonçalves, chamada Naninha, minha querida mãe, ambas das famílias Gonçalves Sobreira (ou de Souza) e Mendonça Salles, da Timbaúba (Palhano, hoje Arrojado Lisboa), Município de Lavras da Mangabeira. Era proprietário da Fazenda Lages e exerceu liderança na comunidade. Tendo falecido seus dois irmãos - Pedro e Joaquim Filho - e sendo um dos mais velhos da Família Lemos ramo de Cedro, Thomaz de Lemos assumiu a liderança do clã; Thomaz de Lemos preocupou-se com a educação de seus filhos
e filhas e trouxe para dentro do Engenho Lages o grande mestre Paulo Moreira Mello e ali constituiu a chamada "Escola do Engenho Lages"; mestre Paulo, em seguida, passou a lecionar na Vila; Thomaz de Lemos e Anna Izabel estão entre os cinco casais a levar filhos (Manoel Gonçalves de Lemos) para estudar fora da Vila; jamais perdeu o vínculo com a família em Quixadá e Cedro, inclusive, porque em Cedro permaneceram duas irmãs - Maria e Viturina; por isso, eram frequentes viagens a Cedro. Além disso, em Cedro permaneceu a maioria de membros do clã Lemos. Entendo haver meu pai estado à frente de seu tempo, em especial pela preocupação com a educação que beneficiou, também, famílias dos moradores e dos fazendeiros vizinhos. O fato de haver sido dado seu nome a uma via pública na Vila, muito agradou à família e, em sendo a rua onde se acha o Colégio Paulo VI, parece haver sido o reconhecimento de seu desempenho e preocupação com a educação. A educação de São José muito lhe deve.
RUA VICÊNCIA AUGUSTO DE LEMOS - Vicência Augusto Mota de Lemos ou Vicencinha era esposa de Cícero de Oliveira Lemos e pertencia à ilustre família Augusto Lima de Lavras da Mangabeira. Foi uma grande dama e prestou relevantes serviços a São José e a seu povo. Ao falar sobre Dona Vicência muito me emociono, pela participação dela na vida da Vila, tendo sido uma grande mestra e uma pessoa disponível para ajudar as outras pessoas. Era muito amiga da família do esposo, Família Lemos, nem sempre concordando com as atitudes dos membros da mesma, principalmente em relação a algumas brincadeiras que membros da família eram dados a praticar. Ela se preocupava com a harmonia na família e, em relação, aos serviços prestados, destacou-se a área da saúde, principalmente serviços prestados à população feminina.
RUA CEL. BERNARDO DE OLIVEIRA LIMA - Neto do fundador de São José, era empresário e agricultor, sendo sócio na Bolandeira de Beneficiamento de Algodão com Pedro de Oliveira Lemos, meu tio paterno; o Velho Bernardo, como era mais conhecido, era filho do segundo casamento de Tereza Vieira da Costa (ou Tereza das Lages) com Pedro Alexandre de Oliveira.
RUA PEDRO BERNARDO DE OLIVEIRA - Era proprietário do Sitio Areias, por várias vezes foi vereador à Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira; era um dos filhos de Bernardo de Oliveira Lima e cunhado de Manoel Duarte de Souza, casado com a irmã deste, Alice.
RUA PEDRO LUIZ SOBRINHO - Era conhecido como Pedrinho Luiz e pertencente à família Luiz do Baixio Verde, filho de Manoel Luiz Fernandes e Josefa (Zefinha) Gonçalves Torres. Pedrinho realizou vários movimentos em benefício de São José, mas cedo veio morar em Fortaleza com a família com o objetivo de prosseguir na educação dos filhos, sendo Nonato Luiz um dos mais famosos instrumentistas internacionais. A citação de seu filho ilustre não lhe tira méritos próprios, um deles educar sua prole, em destaque, o ilustre Dr. José Aldro Luiz de Oliveira. Era bem relacionado com a comunidade e, na minha avaliação, foi quem mais ajudou a comunidade são-joseense, mesmo morando distante em Fortaleza.
RUA SÃO JOÃO - Não indica qual dos santos com esse prenome; a experiência que tenho das festas juninas, o fato de que a Capela na Carnaubinha é dedicada a São João Batista, propriedade de Sebastião Pereira de Souza (Sebasto) e Maria Ester Lemos e indico tratar-se do Precursor do Cristo Jesus, cristão antes do cristianismo, também Padroeiro de Cedro, não poderia uma homenagem ser mais justa. Sinto-me, também, homenageado!
RUA JOSÉ BERNARDO DE OLIVEIRA - Zeco Bernardo, assim conhecido, era filho de Bernardo de Oliveira Lima, bisneto do casal fundador de São José. Era de hábitos simples e, por esse modo de vida modesta, viveu e conviveu, sem grandes conflitos, com seus concidadãos. Soube participar da vida familiar e social de maneira cordial com seus conterrâneos. Como não se vive sem sofrimentos, no seu caso, a sua família se envolveu em acontecimentos violentos que também envolveram outras famílias, inclusive, minha família, ao longo da história e que não vem ao caso mencionar aqui nesta parte do livro. É preciso, pois, que se desvinculem acontecimentos que envolveram a família da pessoa do homenageado. Afinal nenhuma família está livre desses percalços.
RUA CEL. JOAQUIM GONÇALVES - Seu nome completo, Joaquim Gonçalves de Souza, era conhecido por Quinco Gonçalves. Era filho de Manuel Gonçalves Sobreira (ou Souza) e Maria Glória das Virgens Mendonça Salles e irmão de minha mãe; sua família tem origem em Timbaúba, Palhano, hoje Arrojado Lisboa.
O seu feito extraordinário foi, com sua terceira esposa, Joana (Janoca) Vieira da Costa, levar seu filho João Gonçalves de Souza, de sua primeira esposa, Joana Duarte Passos, a estudar fora da Vila; João concluiu dois cursos superiores - engenheiro agrônomo e bacharel em direito. Quinco Gonçalves era homem simples, trabalhador e pacato; pouco se envolveu com a atividade política.
Quinco e Janoca são um dos casais pioneiros a levar filho a estudar fora da Vila.
 |
| Foto de Nilberto Henrique. |
PRAÇA SÃO SEBASTIÃO - É a única Praça em São José e o nome não poderia cair-lhe melhor, pois agrada a todos. Ali nasceu a Vila e é o centro para onde convergem as atenções de todos. É local de caminhadas, é local para um "bate papo" entre amigos, sentados nos bancos e, às vezes, com sons altos que, nem sempre, agradam à população dos mais idosos.
Situação geográfica - Onde fica o Distrito de Mangabeira, antes chamado São José? É necessário situá-lo e, antes de tudo, dizer que não foi nada adequado, histórica e ecologicamente, o topônimo Mangabeira, pois, não é coerente com sua origem e nem a denominação vegetal apresenta coerência com a flora local. É um dos seis distritos do Município de Lavras da Mangabeira, os demais são os seguintes: Distrito Sede, Arrojado Lisboa, Amaniutuba, Quitaús e Iborepi. O Distrito de Mangabeira não era parte do território da então Fazenda Mangabeira que deu nome ao Município de Lavras, explicação necessária para que fique, mais uma vez registrada, a imprópria
denominação vegetal dada ao antigo São José, portanto sem base histórica.
Coordenadas Geográficas - Coordenadas geográficas da Vila: S, 6° 45' 01"; W 39° 12' 03". A Vila fica, portanto, no quadrilátero entre as coordenadas geográficas 39° W a 39° 12'W e 6° 41'S a 6° 52'S; 06° 4501" Se 39° 07 03 W. O contorno da área do Distrito está contido no quadrilátero delimitado pelas coordenadas geográficas 39° W a 39° 12' We 6° 41'S a 6° 52'S.
Distâncias entre Mangabeira e Cidades Vizinhas - Mangabeira situa-se numa posição equidistante das sedes das seguintes cidades: Cedro, pela CE153, 20 km; Várzea Alegre, pela BR230, 22 Km; e Lavras da Mangabeira, pela BR230, 18 Km; Granjeiro, por
rodovia secundária e carroçável, 18 Km.
👉Em 15 de abril de 2025, a vereadora Joana Crente criou um ofício solicitando e reforçando um pedido de colocação de placas de sinalização de ruas, tanto para a sede do município bem como para a dos distritos.
Comentários
Postar um comentário